Onda gigante devastaria cidades costeiras da Paraíba, invadindo lugares com até 10 km de distância do litoral
Os autores da idéia são os geofísicos Steven Ward (Universidade da Califórnia em Santa Cruz) e Simon Day (University College de Londres).
Eles publicaram em 2001 no periódico "Geophysical Research Letters" uma simulação mostrando o que aconteceria se entrasse em colapso uma parte do vulcão Cumbre Vieja, no arquipélago das Canárias, a menos de 200 km da costa noroeste da África.
Uma avalanche de 500 km3 de terreno dentro do oceano elevaria a água cerca de 900 m, concluíram os computadores de Ward e Day.
A oscilação se propagaria em ondas sucessivas, cada vez menores, por todo o Atlântico. Fora as ilhas, o primeiro estrago seria sentido uma hora depois na costa africana, com tsunamis de 50-100 m.
No que toca ao Brasil, o estrago ocorreria seis horas depois do colapso do vulcão. Iria de Fernando de Noronha e da Paraíba até o Amapá. Ondas de 4 m a 18 m se abateriam sobre capitais como Fortaleza, Natal, João Pessoa e São Luís.
Vários pesquisadores brasileiros conheciam a pesquisa de Ward e Day e a mencionaram logo após a tragédia na Ásia. Um dos primeiros foi o físico Celso Pinto de Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, que escreveu um artigo para o informativo "Jornal da Ciência".
Melo afirmava no texto que as probabilidades de um evento desses seriam "minúsculas", mas que, na escala geológica de tempo (milhões de anos), até as coisas mais improváveis acabam acontecendo.
Autoridades e competência
Não há sequer sinal das autoridades competentes em divulgar ou expor os fatos perante a sociedade Nordestina bem como a paraibana.
Muito embora pesquisadores de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte tenham colaborado notavelmente com suas pesquisas, nem
a defesa civil e nem o exército brasileiro têm conhecimento, se em caso de risco, de assumir uma postura cabível perante uma tragédia.
Os grandes meios de comunicação como jornais e rádios não se posicionam ou discorrem sobre o ponto de vista dos professores e pesquisadores das Universidades Federais dos estados do Nordeste. Muitos professores baseiam suas experiências em promover uma
ação de proteção social e ambiental do litoral nordestino, mas se vê claramente que as autoridades governamentais não dão a menor credibilidade para esses homens e mulheres que "gastam" seu tempo em prol dos brasileiros.
Proposta e pressão
Propomos então, diante dos fatos, estabelecer uma comunicação saudável (nem tanto) entre a população e as autoridades. Vamos cobrar
a atenção por parte deles, saber as providências e se há um treinamento apropriado dos agentes públicos sobre tsunami no Brasil.
Proponho que todos os interessados liguem pra defesa civil perguntando se por acaso eles tem noção do que seja um plano de ação preventiva. Perguntaremos se em caso de tsunami eles tem meios de evacuação em massa das faixas litorâneas. Perguntaremos se eles tem algum planejamento urbano, espacial ou regional contra um desastre natural. E perguntaremos se eles fazem o que deveriam fazer quando ocuparam os cargos públicos, que no sentido amplo da palavra significa servir ao povo ou ao interesse do povo.
Contatando a Defesa Civil
Nas capitais:
Centro Administrativo Estadual - Bloco III - 1º Andar
Avenida João da Mata S/Nº
Bairro: Jaguaribe
João Pessoa/PB
58015-020
Avenida João da Mata S/Nº
Bairro: Jaguaribe
João Pessoa/PB
58015-020
Palácio do Campo das Princesas, Praça da República, s/nº
Bairro: Santo Antônio
Recife/PE
50010-928
Bairro: Santo Antônio
Recife/PE
50010-928
Secretaria de Estado do Trabalho, da Justiça e da Cidadania - SEJUC
Centro Administrativo do Estado BR 101 - km 84
Bairro: Lagoa Nova
Natal/RN
59064-901
Centro Administrativo do Estado BR 101 - km 84
Bairro: Lagoa Nova
Natal/RN
59064-901
Ou no site oficial: http://www.defesacivil.gov.br/sindec/estados/estado.asp?estado=rn
Nenhum comentário:
Postar um comentário